Segunda-feira, Abril 25, 2011

A última mensagem


A minha mensagem final, na continuidade daquelas que aqui fui deixando ao longo das últimas semanas, é esta: parabéns equipa sénior feminina!

Perdemos uma final. Mas - porque há sempre um mas - conquistámos um projecto, que tem pés e cabeça, que tem um passado, um presente e um futuro, um projecto de curto, médio e longo prazo. E isso... Isso são poucos os que o têm.

Perdemos uma final, mas conquistámos uma equipa, que subiu o nível, que subiu a parada, que aumentou as expectativas, que surpreendeu até os habitualmente mais confiantes.

Por agora é isto que vos deixo: uma mensagem final, de parabéns.

Para mais tarde fica o prometido, desde o primeiro dia, balanço da época, que ainda não terminou - e ainda bem!

A todos, um abraço Amigo,

João Pedro Vieira (o mais novo ;-) )

Quinta-feira, Abril 14, 2011

Corrigir a História

A mensagem que o Presidente do CAB, Francisco Gomes, partilhou no site do clube após o apuramento para a final da Liga Feminina terminava assim: «A História espera-nos!».

Eis o que diz a História:

Equipa Sénior Feminina
1986/87 - 1ª. participação nas Competições Nacionais (II Divisão)
1987/88 - Campeão Nacional da II Divisão / Subida à I Divisão
1989/90 - 1ª. participação nas Competições Europeias
1995/96 - Vencedor da Taça de Portugal; Vencedor da Supertaça
1996/97 - Campeão Nacional da I Divisão; Vencedor da Taça Federação; Vencedor da Supertaça
1998/99 - Vencedor da I Liga Feminina; Vencedor da Taça de Portugal
1999/00 - Vencedor da Taça de Portugal; Vencedor da Supertaça (98/99)
2000/01 - Vencedor da III Liga Feminina
2002/03 - Vencedor da V Liga Feminina
2003/04 - Vencedor da Supertaça (02/03)
2004/05 - Vencedor da VII Liga Feminina
2005/06 - Vencedor da VIII Liga Feminina; Vencedor da Taça de Portugal
2006/07 - Vencedor da Supertaça (06/07); Vencedor da Taça de Portugal
2007/08 - Vencedor da Supertaça (07/08); Vencedor da I Taça da Liga (Taça Vítor Hugo)
2008/09 - Vencedor da II Taça da Liga (Taça Vítor Hugo)
2009/10 - Vencedor da I Taça Federação - Liga Feminina

Entre várias curiosidades, como a de termos conquistado a I Liga, a I Taça da Liga e a I "Taça Federação - Liga Feminina", a que mais me atrai é esta: a nossa equipa leva um ciclo de 8 temporadas a vencer pelo menos um troféu e nos últimos 15 anos só não o fez em duas ocasiões. Esta equipa habituou-nos a ganhar - e eu espero que continue a fazê-lo.

A História diz-nos que estamos há 5 temporadas sem vencer a Liga e que na última vez que marcámos presença na final perdemos. Aconteceu em 2006/2007, frente ao ESSA, equipa que terminou a Fase Regular da competição no primeiro lugar. Nesse ano fizemos o mais difícil: vencemos o primeiro jogo fora, virando o "factor casa" a nosso favor. Depois falhámos e saímos derrotados do 2º e 3º jogos, o último deles em casa. No 4º jogo evitámos o mal maior e forçámos a negra, que viríamos a perder.

Se dúvidas existem sobre a vantagem real/prática do "factor casa", a História trata de dissipá-las: desde - pelo menos - 2003/2004, tornou-se campeã a equipa que venceu a Fase Regular da Liga Feminina e que, por esse motivo, beneficiou do "factor casa" na final.

Da História da equipa à qual pertenci, partilho a história: numa meia-final disseram-nos que estavam "enganados" todos quantos julgavam que a Taça Nacional eram dois jogos, disputados em dias consecutivos. Para nós era ali, era "agora ou nunca", era aquela meia-final. No ano anterior tinha terminado exactamente ali - a História tinha-nos ensinado o caminho mais difícil.

Resumindo a História e as histórias, fica o essencial: acredito que hoje estão "enganados" todos quantos julgam que a final serão 5 jogos. A final, para já, serão 2: os que se jogam Sábado e Domingo. Esses são, agora sim, os jogos das nossas vidas. Se ganharmos os jogos em casa a que temos direito, 3 se necessário, seremos campeões. Não temos, por isso, outra obrigação que não essa: a de ganharmos em casa, sob a promessa de, mais cedo ou mais tarde, podermos festejar a conquista do campeonato. E isso depende de quem joga, de quem orienta e também de quem apoia, de quem puxa, de quem vibra por fora. Em nossa casa, como deve acontecer sobretudo nos momentos decisivos, mandamos nós. Já o mostrámos no passado e voltar a fazê-lo depende do empenho de todos. No jogo frente ao Algés estivemos lá, é verdade. Muitos. Mas não estivemos todos. Nem com a disposição necessária. Saberão certamente todos, os que estiveram e os que não estiveram, daquilo que vos falo. Quando foi preciso, fizemos a diferença - pois que a façamos novamente. O factor casa, sem aspas, é isso mesmo: é o grito de incentivo, a força que empurra, a energia que se gera. O factor casa sou eu, tu, nós, todos. O factor casa é a Raça Vermelha - no que objectivamente representa, a nossa claque -, são os dirigentes, os pais, os amigos, os sócios, os adeptos e os simpatizantes. O "factor casa" conquista-se (e que difícil foi conquistá-lo), o factor casa cria-se!

A História fez-nos regressar. É tempo de nos fazermos grandes, ambiciosos, determinados, destemidos, corajosos. É tempo de olharmos para a História com a grandeza que nos define. É tempo de olharmos para a História e recordar que está a nosso favor. É tempo de honrar a nossa História, é tempo de voltar a fazer História.

A minha mensagem termina como começa: é tempo de corrigir a História - porque o campeão do basquetebol feminino, por tudo quanto ofereceu à modalidade, pelo passado único que possui, pelo feitos alcançados e pelos títulos conquistados, vive na Madeira. Por tudo isso, esta época é tempo de voltarmos a sê-lo oficialmente, "no papel", para que, de uma vez por todas, se dissipem todas as dúvidas.

É tempo e é hora de mostrarmos que na Madeira, no Pavilhão do CAB, mora o Verdadeiro Campeão de Portugal! Está é a nossa hora, porque é esta a nossa História.

Um abraço Amigo,

João Pedro Vieira (o do costume ;-) )

video

p.s.: «O que é, afinal, ser Amigo»? "Ser Amigo" é isto: é chegar a sexta-feira, início de férias da Páscoa para a maioria dos estudantes universitários - e, por isso, data de regresso da maioria - e ter o telemóvel entupido de mensagens, todas elas referindo-se ao mesmo: «A que horas é hoje no Pavilhão do CAB?». Meus Amigos, isto... Isto só sabe e só sente quem, como nós, passou por esta casa. Desta vez por força de uma feliz coincidência, estaremos lá todos, como sempre estivemos - hoje, amanhã e depois. Darão por nós. "Ser Amigo", como nós somos e como outros foram antes de nós, não é só uma escolha: foi um direito que se tornou dever. Quem é Amigo um dia, é Amigo para sempre - e para sê-lo não são precisas quotas, basta senti-lo.


Quinta-feira, Abril 07, 2011

O meu apelo

O ciclo de jogos das nossas vidas começa Sábado e não tem data final definida. É a segunda de um número indeterminado de finais e, por agora, a mais importante.

Não sou capaz de recordar-me de verdadeiras enchentes, daquelas em que alguém é forçado a sentar-se nos bancos de madeira, que vão para além das que assistimos no Playoff da Liga Masculina da época 2004/2005, frente ao Queluz, e da seguinte, frente à Ovarense. É provável que a nossa casa tenha enchido noutras ocasiões, num ou noutro jogo com especial interesse. Não foram, como estes, históricos. Não pelos resultados, porque esses até foram antagónicos, mas pela intensidade com que foram vividos e por ainda hoje perdurarem lembranças do que aconteceu na memória daqueles que lá estiveram.

Para além desses jogos, lembro-me deste:

«O quarto título feminino do Clube Amigos do Basquete foi conquistado num jogo que até teve prolongamento e um pavilhão ao rubro

A explosão de alegria de todo o pavilhão do CAB, logo após o apito final de Armando Ruivo, deve ter sido o melhor prémio para João Pedro Vieira e as suas jogadoras. A equipa feminina do Clube Amigos do Basquete sagrou-se campeã da Liga, num jogo que teve a emoção dos "velhos tempos" e contou com um público que andava "escondido" do basquetebol madeirense. Há muito que o pavilhão da Nazaré não recebia tanta gente e as duas equipas acabaram por corresponder. A vitória da turma da casa seria a recompensa para o apoio. E se ganhar em "ano ímpar" é tradição das "Amigas", sofrer até final também é. E foi isso mesmo que aconteceu ontem.  (…)»

Jorge Freitas Sousa, 12-05-2003, Diário de Notícias

O relato que aqui vos deixo, da autoria de um dos irmãos do actual treinador-adjunto da equipa sénior feminina, fala por si. É verdade que voltámos a ser campeões na temporada 2004-2005, coroando uma Fase Regular sem derrotas, e na seguinte também. Contudo, nessas duas conquistas o último jogo disputou-se fora. Também não me esqueci que, entretanto, disputámos uma Supertaça na Madeira, no Caniçal. Não sei se pela distância, se pela altura em que foi disputada, mas a verdade é que não tivemos nesse jogo o entusiasmo que se esperava. Estivemos lá e vencemos - mas Sábado precisamos de mais, de muito mais....

No jogo referido no excerto estava lá, como acontecia sempre, por incentivo do então meu treinador, o Carlos Sousa, o mesmo que hoje está ligado à equipa sénior feminina. Sobre o jogo, fica a nota principal: foi nesse jogo que "nasceu" a ideia de formar uma claque, que apareceria na época seguinte e que, oficialmente, seria fundada na época em que voltámos a tornar-nos campeões nacionais. Foi nesse jogo que surgiu o entusiasmo de uma geração. Foi nesse jogo que surgiu a mística. Única. Foi nesse jogo que tudo o que estava à mão serviu para apoiar. Foi nesse jogo que estivemos lá todos, a sofrer e a torcer pelos nossos - e nos que lá estavam incluo, por exemplo, a dona Gorete, que com instrumentos improvisados vibrou com todos nós. Foi nesse jogo que aprendi o que significa ser campeão nacional. Foi nesse jogo que aprendi a sonhar mais alto e com mais conquistas. Foi nesse jogo que toda uma equipa aprendeu que era possível - e 3 anos depois venceu a Taça Nacional de Juniores "B", 6 anos depois da única até então conquistada pelo clube no escalão. Foi nesse jogo que muitos como eu, praticamente acabados de chegar ao CAB, aprenderam o que é ser Amigo, o que é ser do CAB. Foram conquistas como essa, entre outros motivos, que me fazem dizer orgulhosamente entre amigos e discussões:  "sou o sócio nº 436 do CAB Madeira!". Foram, são e continuarão a ser momentos como este que nos fazem avançar e subir a fasquia. Foram, são e continuarão a ser momentos como este que fazem o nosso clube ser diferente, para melhor. São alturas como esta que criam identidade, união, espírito, valores. É com isto que se atraem os mais novos, formando futuros atletas das equipas seniores, futuros funcionários do clube, futuros treinadores do clube e, finalmente, futuros jovens com responsabilidades profissionais diversas. 

Por tudo isto, hoje todos temos a responsabilidade de criar as condições necessárias para que esta equipa vença - e com isso ganharão todos aqueles que estão ligados ao CAB e as gerações que se seguirem. Tornar o nosso clube melhor, enriquecer a sua História e o seu Palmarés, depende de nós, da nossa actuação, do presente. Para que, mais tarde, quem vier continue a dizer com o mesmo orgulho que é sócio do CAB.

Fica, por isso, o meu apelo: por si, pela equipa, pelo CAB, apareça! Este é o início de algo que poderá ser muito grande, assim saibamos compensar as nossas fraquezas com a força que nos une e com o apoio de todos quantos forem suficientemente corajosos para esta luta - e eu acredito que serão muitos. Esta Liga, à semelhança das 5 que já conquistámos, poderá ser especial. Será mais ainda se contribuirmos todos. E da nossa parte, enquanto adeptos, fornecer as "condições necessárias" para que isso aconteça é, no final de contas, simples: basta tornar o ambiente "infernal", através do apoio constante à nossa equipa.

A mim, neste jogo e nos que espero que se sigam, só me interessa ganhar - respeitando, sempre, os princípios pelos quais se pauta, e bem, o nosso clube. Por isso, tudo farei para que as vitórias aconteçam, dentro do que me é possível - e por agora é isto: apelar à presença de todos.

Eu, como sempre, acredito. Acredito muito!

A "elas"! Ganhar, ganhar, ganhar!

Um abraço Amigo,

João Pedro Vieira (o que estava na bancada em 2003 ;-) )

Terça-feira, Março 15, 2011

Veni, vidi, vici!

400km depois, estava lá... E voltaria a estar!

Foi, como o título indica, "chegar, ver e vencer" - fantástico!

À chegada tive oportunidade de rever a inicialmente Vice Gilda Correia, que por força das contingências teve de abandonar a Ilha. Logo depois foi tempo de ocupar o meu lugar na bancada - o primeiro e o mais próximo ao banco dos nossos. Lugar imponente, mas com vantagens e desvantagens, pela emoção exagerada que suscita.

Confesso que assistir ao jogo lado a lado a uma plateia repleta de tão "ilustres" Amigos deixou-me, inicialmente, "acanhado". Eu, que estou habituado a sentar-me do lado dos mais novos, numa forma suave de caracterizar a nossa por vezes excessiva rebeldia, não sabia como seria. Contudo, as "odds" estavam a meu favor: a presença do Eduardo Raposo ao meu lado era a garantia de que eu não seria o primeiro a protestar contra a equipa de arbitragem; a presença dos pais do Frederico Tavares, antigo colega de equipa, - que garantiram um regresso à boleia menos penoso - era o significado de vozes a somar ao apoio constante; saber que o Ricardo Alexandre estava nas redondezas, era a garantia, como foi em tempos, de que se algo corresse realmente mal, haveria alguém que procuraria serenar os ânimos; por fim, sabia bem que a voz do Sidónio Fernandes serviria, em último caso, de ponderação - e serviu, e serviu...

O jogo começou e com ele cresceu a tensão e o nervosismo. A bola teimava em não entrar e no final do primeiro período contávamos com apenas 10 pontos convertidos. Porém, a nossa defesa estava a tratar do resto e, graças a isso, conseguimos manter-nos no jogo até ao intervalo, apesar de uma exibição ofensiva menos conseguida. O cansaço acumulado por alguns jogadores era evidente, nomeadamente no Jaime Silva e no Gentry. Já o Jorge Coelho, esse, não conseguia conter-se e, de tempos a tempos, lá era obrigado a sentar-se pela tripla de arbitragem. Ao longo da primeira parte rapidamente o Francisco Gomes revelaria a sua faceta de adepto; já o Eduardo Raposo não defraudou as minhas expectativas e lá fazia a pressão que faltava sobre a equipa de arbitragem.

A segunda parte em pouco ou nada seria diferente da primeira: o equilíbrio mantinha-se e continuávamos ligeiramente atrás no marcador. O tempo passava e a certa altura ouvia-se "está na hora, está na hora de passarmos para a frente". Assim foi: mais cedo do que tarde, o Jaime Silva tratou de garantir uma vantagem mais confortável com uma "bomba" que continuo a rever vezes sem fim. Foi, na altura, o alívio que todos precisávamos - mas durou pouco. Contrariamente ao habitual, a aparente tranquilidade demonstrada pelo João Freitas não era suficiente para acalmar a malta. Só descansámos, respirámos de alívio e gritámos vitória, no momento em que o lançamento em desespero da equipa do Penafiel, para trás do meio campo, bateu ao lado e o apito final soou. Com o falhanço e o fim do tempo, veio o início da festa: vitória, vitória, vitória!

Sobre o tempo de jogo fica um último registo: a certa altura dei por mim e pelo Francisco a aproveitarmos todos os segundos de silêncio do desconto de tempo para tentarmos fazer valer a nossa voz. Confesso que, por vezes, provavelmente o fizemos em momentos de "não silêncio", ou seja, quando o João Freitas tentava transmitir as suas ideias, num autêntico concurso para ver quem falava mais alto: se o João aproveitava para corrigir, chamemos-lhe assim, no seu estilo habitual, lá estávamos nós a servir de contra-corrente, procurando motivar os nossos da forma que podíamos, como quem os tentava enganar, fazendo-os acreditar que não tinham feito nada de errado, a não ser contribuírem para que os nossos corações continuassem a mil, tamanho era o equilíbrio da partida. No final não nos restava gritar outra coisa que não fosse "defesa", "2 minutos, faltam 2 minutos, aguentem", "vamos, vamos", entre outras coisas do género.

Depois... Depois foi o que todos vimos: festa, festa e mais festa. Entre a t-shirt despida do Chico,  os intensos festejos do Jorge Freitas, as danças do Shawn Jackson, o sorriso do André Boavida, os muitos abraços, as lágrimas nos olhos dos mais emocionados (mas alguém resiste?) e a procura e pedido de champanhe pelo Jota, ninguém se conteve. É difícil traduzir em palavras aquilo que senti em Fafe no minuto final. Para que o percebam melhor, deixo aqui algumas das fotos do jogo, da festa e alguns minutos em vídeo do final da partida. A filmagem não está nas melhores condições e não prometo ausência de impropérios na parte final - é o reflexo da emoção que se vivia do nosso lado, pelo que certamente me entenderão e perdoarão.

(Nesta o João ainda tinha o casaco...)

(Infelizmente o vídeo perdeu alguma qualidade ao alojá-lo no Youtube. Para uma melhor visualização alterar para 480p)

Ao Eduardo Raposo, ao Francisco Gomes e mulher, ao Sidónio Fernandes, ao Ricardo Alexandre e mulher, aos pais do Frederico, à Gilda Correia, à Sandra Rebolo e aos elementos da Cruz Vermelha Portuguesa que entre as centenas de adeptos adversários torciam pelos nossos: cumprimos!

Aos jogadores, à equipa técnica, aos fisioterapeutas, ao seccionista e a toda a Direcção, com um abraço especial ao nosso capitão de equipa, o Francisco Fernandes, e ao lesionado Mário Fernandes: conseguiram!  Parabéns! Obrigado! 

Para já, fica a conquista da primeira Taça de Portugal, alcançada na nossa segunda presença na Final. Fica, também, a garantia da presença nas Competições Europeias, um dos objectivos a que esta equipa se propôs no início da época, e a oportunidade de disputarmos a Supertaça no início da próxima temporada, troféu que não consta no nosso palmarés.

Valeu a pena - mas queremos mais! Agora e sempre, porque a História continua...

Por fim, não podia deixar de endereçar os meus parabéns ao Juca, ao Carlão e a toda a equipa sénior feminina pela conquista da Fase Regular. Confesso que não estava à espera, tal era a matemática envolvida. A vitória nos Açores foi meio caminho andado para o que viria a confirmar-se mais tarde. Voltar a garantir o primeiro lugar da Fase Regular reflecte o desenvolvimento que esta equipa tem apresentado ao longo das últimas temporadas, apesar da saída de algumas das atletas mais influentes nos anos mais recentes, como foram o caso da Gilda Correia, da Fátima Silva, da Nádia Tavares e da Mery. Acredito que todas elas foram fundamentais, no seu tempo, para o crescimento desta equipa, que ontem nos brindou com este feito. O primeiro objectivo está alcançado. Este fim-de-semana inicia-se um novo campeonato. Já todos reconhecemos a injustiça a que corresponde a obrigatoriedade de disputarmos fora o primeiro jogo do Playoff. Mesmo assim, continuo a acreditar que seremos capazes de transpor este primeiro obstáculo; quanto ao resto, logo se vê. Trabalho, concentração e prudência, é aquilo de que necessitamos nesta altura. E, lá está, de apoio, de muito apoio! A "elas"!

Agora sim, para finalizar, resta-me relembrar que o Nosso Marítimo ganhou, quer no basquete, quer no futebol! Ah, como é bom ser Amigo, como é bom ser madeirense! Que orgulho, que amor!...

A todos, um grande abraço,

João Pedro Vieira (o mais pequeno ;-) )

p.s.: Só foi pena o lapso do prémio MVP...

p.s.2: Acabo de ler que com este triunfo garantimos presença na Supertaça Compal, competição da qual me tinha esquecido inicialmente e que será disputada em Luanda. Fica a nota: para o ano estaremos, à partida,  em condições de marcar presença em todas as competições federativas nacionais pela primeira vez na nossa História - Supertaça, Troféu António Pratas (competição de início de época), Taça Hugo dos Santos (antiga Taça da Liga), Taça de Portugal, Campeonato da LPB e Supertaça Compal. Viva!...

Domingo, Março 13, 2011

CAB a quanto obrigas

Ao longo da sua relativamente curta existência, a equipa profissional do CAB conta "apenas" com um troféu no seu palmarés. Foi conquistado na temporada 2004-2005, mais ou menos por esta altura do ano, na então denominada Taça da Liga Profissional, actualmente extinta no seu formato inicial. Foi uma época atípica para o CAB, com uma série de mais de uma dezena de derrotas consecutivas, seguida por uma série igualmente impressionante de vitórias, à qual se seguiria, novamente e inesperadamente, nova série de derrotas antes do início do Playoff. Foi uma época de altos e baixos, cheia de momentos marcantes. Recordo-me dessa equipa como se tivesse sido ontem: da dupla Mário Gil-Ricardo Alexandre, da tripla Pep-João Freitas-Borja, de quem compunha o plantel, como o Steve, o Ike, o Kojo e o Stephens, do João Luís, dos bons e maus registos e de tudo o que juntos conseguiram. Foi, desportivamente falando, a época do início do resto das nossas vidas. Alguns dos responsáveis por esse feito fazem parte do que hoje poderá acontecer e que está à curta distância de uma vitória, de uma final, nomeadamente o João Freitas, o Francisco e o Mário.

Dessa conquista recordo-me das caras, dos adversários, das fotos da festa no dia seguinte e das entrevistas que se lhe seguiram. Recordo-me também de onde estava:  precisamente onde me encontro hoje, no Continente. Na altura estava ao serviço da Selecção Regional de Cadetes Masculinos, os actuais Sub-16, acompanhado pela dupla de treinadores que hoje orienta a nossa equipa sénior feminina, o Juca e o Carlão, e por muitos daqueles que são desde então alguns dos meus melhores amigos, os mesmos que certamente vibrarão à distância com esta Final. No primeiro jogo dessa Taça ainda me encontrava  na Madeira. Ganhámos ao Queluz, equipa que nessa época sagrar-se-ia campeã, depois de bater o então recorde da Liga Profissional, com 26 vitórias consecutivas. Apanhámo-los invictos e passámo-los por 20 pontos, num jogo marcado no final pelo famoso e caricato "minuto Romualdo", atleta que fez parte da equipa sénior e da equipa B, com quem tive oportunidade de treinar nessa época e que infelizmente hoje já não se encontra entre nós, depois da sua inesperada morte no último Verão. Do jogo seguinte e com a Selecção já no Continente, lembro-me de termos visto parte do mesmo num bar local. Por fim, receberíamos a notícia dessa conquista numa carrinha e até hoje tenho bem presente a festa que se seguiu ao anúncio pela voz do Carlão.






Em relação à Taça de Portugal recordo dois momentos marcantes por motivos e sentimentos antagónicos. O primeiro diz respeito ao jogo em que afastámos a então super-potência Ovarense da competição, em casa e após prolongamento, num jogo épico e do qual certamente muitos se recordam, que de resto garantiu a nossa presença na Final a 8. Aconteceu em 2005-2006 e do outro lado estavam alguns daqueles que no ano anterior defenderam as nossas cores, o Ike e o Stephens. O prolongamento desse jogo limitou-se a um "1 contra 1" de cinco minutos entre o nosso Robert e o eterno rival Ben Reed, do qual saiu vencedor o primeiro, para gáudio de todos os presentes no Pavilhão do CAB, que viam assim confirmado o apuramento para a Final a 8, até então igualmente improvável pela época em curso e devido à força do adversário. O outro momento que preservo fresco na memória aconteceu em 2008-2009: o nosso afastamento da Taça. Estávamos a fazer uma época histórica na Fase Regular e eu, cheio de esperança, meti-me num avião para assistir "in loco" à Final a 8 que decorreria no Barreiro. Em Lisboa juntei-me a alguns dos nossos mais fiéis adeptos, como são o caso do Pedro Mendonça e da Luísa Freitas, e partimos para o Barreiro ao final da tarde. Para a história ficou um mini e hilariante  acidente de automóvel à entrada da Ponte 25 de Abril, ao qual se seguiu mais tarde outro muito maior e muito mais devastador: o afastamento precoce pelo Vagos, equipa que marcaria presença na final e que a perderia "por uma unha negra".

Robert vs. Stephens
São estas algumas das histórias que ficaram para contar.

Para hoje estava previsto deslocar-me à Figueira da Foz, para ver o igualmente Nosso Marítimo em futebol, no jogo mais importante da época na luta pela manutenção e onde marcará presença uma verdadeira armada de adeptos verde-rubros. Contudo, o CAB trocou-me, felizmente e bem, as voltas. Saí de casa às 7.30 da matina, enfiei-me num autocarro que partiu às 9, estarei no Porto às 13 e às 14.30 em Fafe, 400km depois e a tempo de assistir à luta dos nossos guerreiros. Nada me deixaria mais feliz do que uma vitória daqui a algumas horas - afinal as finais foram feitas para ganhar, já dizia o Mourinho, para muitos o melhor treinador do mundo. Eu concordo e desejo que assim seja, mas também sei o quão difícil será e o quão difícil foi chegarmos aqui. Já cá estamos, na nossa segunda presença na Final da Taça de Portugal, o que é por si só histórico e louvável. Sensivelmente dez anos depois estamos de volta para rectificar a História. O que hoje poderá acontecer é grande, é muito grande. Felizmente estarei presente, sob a promessa de representar toda uma geração de Amigos, responsável pela constituição da Raça Vermelha. Estarei em Fafe juntamente com alguns adeptos mais "ilustres" que se fizeram deslocar da Madeira ontem e hoje, propositadamente para assistirem à Final. Juntos representaremos todos os sócios, adeptos e atletas deste Nosso Clube, que tal como eu acreditam, acreditam muito que é possível fazer História. Serei incansável no apoio e na manutenção da esperança e chama acesa - por nós, pela equipa, pelo clube dos nossos corações!

Se na ida conto com a motivação de reencontrar os nossos e de poder assistir à final, para o regresso contarei com a satisfação de lá ter estado para assistir a mais um momento histórico para o Nosso Clube - espero que coroado com a vitória no final. Já valeu a pena, pela oportunidade de convosco partilhar o que me vai na alma neste momento; valerá ainda mais se vencermos e acrescentarmos mais um a tantos e tantos momentos que este clube nos tem proporcionado.

A eles! Ganhar, ganhar, ganhar!...

A todos sem excepção, um grande, grande abraço,

João Pedro Vieira (o mais travesso ;-P )

Sábado, Outubro 16, 2010

Carta aberta a todos os Amigos

O início das competições seniores observado do outro lado do oceano

Iniciam-se hoje os campeonatos nacionais das nossas equipas seniores. À hora a que escrevo, estou certo de que muitos dos nossos estarão a preparar-se para assistirem aos jogos do CAB. Uns na Madeira, outros em Lisboa.

A equipa sénior feminina, à semelhança do que vem acontecendo nos últimos anos, esta temporada volta a apostar na integração de jovens atletas formadas no clube. O facto de todas as atletas portuguesas que compõem o plantel serem madeirenses, todas elas tendo feito parte ou toda a formação na nossa casa, é certamente uma conquista e um motivo de orgulho para todos quantos acreditaram que um dia seria possível alcançar tal feito. O resultado da criação do projecto da equipa satélite está  à vista: Carla Freitas, Marta Bravo, Carla Relva, Catarina Caldeira, Marcy Gonçalves, Carolina Escórcio, Maria João Correia, Vitória Pacheco, Sara Barreira e Diana Ferraz têm em comum o facto de terem competido nessa equipa. É o reflexo de uma aposta ganha que, ao longo dos últimos anos (a caminho da década, suponho), forneceu à equipa sénior atletas cujo crescimento e amadurecimento passou pela disputa do Campeonato da I Divisão. Sendo estas as que hoje representam as nossas cores, facilmente acrescentaríamos mais “n” que já passaram pela nossa equipa sénior, algumas das quais representam hoje outras equipas nacionais e estrangeiras.

O caminho, estando traçado há alguns anos e tendo especial impulso nas últimas temporadas, como consequência do “desinvestimento económico” a que o clube se viu obrigado a fazer nas suas equipas seniores, atinge esta temporada o seu ponto alto, com um plantel composto apenas por atletas madeirenses e duas atletas estrangeiras. Entre as nossas, contam-se muitas internacionais. Na certeza de que esse é um motivo de orgulho para todos os actuais e antigos dirigentes que vêem o CAB como, sobretudo, um clube de formação; na certeza de que esse é um motivo de orgulho para todos os treinadores que trabalharam com este conjunto de atletas ao longo da sua formação; na certeza de que esse é um motivo de orgulho para a equipa técnica da equipa sénior feminina que assumiu, de forma corajosa, este desafio; na certeza de que esse é um motivo de orgulho para todos aqueles que foram responsáveis pela criação e manutenção do “projecto equipa satélite”; na certeza de que todos os treinadores do clube, atletas, pais, sócios e simpatizantes, responsáveis e acompanhantes da modalidade na Região, se identificam com esta equipa e com este projecto; com todas essas certezas, resta-me congratular todos os responsáveis e desejar os maiores sucessos desportivos a este conjunto, que iniciará este fim-de-semana mais uma dura batalha competitiva. 

Temos uma equipa jovem e ambiciosa que aposta na sua irreverência juvenil, na capacidade de entrega e no seu espírito combativo, aliado à qualidade e experiência das atletas mais experientes e da sua equipa técnica. Da minha parte as expectativas são as de continuar a observar nesta equipa o natural crescimento e a natural evolução de quem, nas últimas temporadas, tem tido a oportunidade de treinar e competir ao mais alto nível. 

Não sei se estamos ou não preparados para assumir desafios maiores e alcançar maiores feitos que os das últimas temporadas; sei, contudo, que poderemos, no futuro próximo, colher os frutos do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos na equipa sénior, na equipa satélite e nos restantes escalões de formação. Colher os frutos, no futuro próximo, não será somente a integração de mais jovens atletas na equipa sénior – esse passo já foi dado. Colher os frutos, no futuro próximo, não será apresentar uma equipa composta apenas por atletas madeirenses de elevada qualidade e com currículo internacional – esse passo já foi dado. Colher os frutos, no futuro próximo, não será garantir a presença nos momentos altos das diferentes competições em que esta equipa entra – esse passo já foi dado. Colher os frutos será, no futuro próximo, com estas e outras atletas oriundas da formação, lutar e conquistar títulos. Os mesmos que, em tempos, com outros orçamentos e com outras condições, fomos capazes de conquistar. No dia em que formos capazes de conquistar títulos com esta equipa, seguindo este mesmo caminho e alimentando este mesmo projecto, seremos capazes de reflectir ao mais alto nível aquilo que recentemente alcançámos nos escalões jovens, com a conquista de diversos títulos nacionais. Caminhar nesse sentido implicará dar continuidade a um trabalho de excelência na formação; caminhar nesse sentido implicará garantir quantidade e qualidade suficiente na equipa satélite; mas, sobretudo, caminhar nesse sentido implicará garantir que todos aqueles que se juntam a esta equipa se sentem devidamente recompensados pelo feito alcançado. A única forma de garantir a continuidade do sucesso deste trilho é garantir a permanência daquelas que agora se assumem como “referências” às atletas dos escalões de formação. Perante os “tubarões” que têm surgido no basquetebol feminino nas últimas temporadas, com orçamentos superiores ao nosso e com apostas e caminhos diferentes do nosso, é fundamental garantir que quem já lá está e quem pretende estar encontrará um conjunto de condições económicas e de trabalho suficientemente aliciantes para permanecerem na nossa casa, abdicando de outras condições e de outros rumos. É necessário que valha a pena.

Uma última nota vai para a injustiça a que, mais uma vez, seremos sujeitos, com a existência de jornadas duplas para a nossa equipa, algumas delas disputadas frente a candidatos ao título, que tão bem se reforçaram para poderem lutar por esse objectivo.

Posto isso, resta-me desejar boa sorte à equipa sénior feminina para a presente temporada, na certeza de que tudo farão para contrariar o eventual favoritismo das restantes equipas. Com trabalho, com dedicação e com coração, conseguirão, certamente, continuar a crescer e a melhorar as marcas que têm sido alcançadas nas últimas temporadas. Tudo o resto virá por acréscimo e será a confirmação de um crescimento natural e que, mais tarde ou mais cedo, trará de novo as conquistas de outros tempos. A ambição, essa, sabemos que existe… Sabemos também com o que contamos, conhecemos as nossas potencialidades e as nossas limitações e, acredito, é com base nelas que partiremos para todas as competições, sem qualquer tipo de subterfúgio. O caminho agora será o do crescimento, com tudo o que de bom e mau isso tem – como de resto têm todos os caminhos.




Este fim-de-semana inicia-se também a Liga Portuguesa de Basquetebol, competição que contará, como habitualmente, com a presença da nossa equipa sénior masculina. O arranque será difícil, no terreno do bicampeão nacional, o Sport Lisboa e Benfica. Estando “do lado de lá”, juntamente com muitos daqueles que alimentaram as bancadas do nosso pavilhão (e o barulho, também), garantimos a nossa presença no Pavilhão Império Bonança dentro de algumas horas. Logicamente, por força das circunstâncias, não garantimos a manifestação de apoio habitual; garantimos apenas o nervoso miudinho e o sofrimento de outros tempos.

A equipa sénior masculina parte para esta época com um plantel renovado, muito reforçado e com objectivos bem definidos, bem identificados e conhecidos de todos aqueles que acompanham a realidade desta equipa. Contudo, em prol da eventual conquista de feitos desportivos superiores aos das últimas temporadas, manteve-se a realidade da última década: o êxodo de atletas formados no clube ao nível da equipa sénior masculina. Contrariamente ao que tem acontecido na equipa sénior feminina, o nosso clube não tem sido capaz de seguir o caminho da integração de jovens atletas na equipa sénior masculina. Certamente que todos serão capazes de apontar um conjunto de diferentes motivos e circunstâncias que justificam esse facto; todos encontrarão as suas justificações, algumas delas comuns, outras nem tanto. Motivos fora, a realidade é apenas uma: ao longo das últimas temporadas não temos sido capazes de integrar jovens valores na equipa sénior masculina. Mais: não temos sido capazes de assegurar a permanência dos que lá chegaram e não temos sido capazes de colmatar as suas saídas. 

Da minha parte, em detrimento dos resultados desportivos que se esperam alcançar, não me importaria de ver na equipa sénior algumas caras que me foram mais próximas. Tal e qual como acontece na equipa sénior feminina, que hoje é composta por atletas com quem convivi durante largos anos. Desportivamente falando, só uma coisa me faria mais feliz hoje do que uma vitória na Luz: seria a oportunidade de rever os amigos e companheiros de sempre; no fundo, porque a saudade aperta, gostaria de reencontrar “os nossos”, a minha “família”, aqueles com quem tive o prazer de partilhar o balneário. Não escondo: em detrimento de sonhos maiores, preferiria ver seguidas as linhas orientadoras da equipa sénior feminina e hoje poder rever, entre outros, um Pedro Freitas, um João Vieira ou até mesmo um Diogo Teixeira, atletas que, por diferentes motivos, hoje já não fazem parte da equipa sénior. Tal como vejo lançadas novas caras na equipa sénior feminina, como são os casos da Sara Barreira, da Vitória Pacheco e da Diana Ferraz, gostaria de ver lançados o nosso “Zé”, ou até mesmo os mais novos Nuno ou Eduardo. Não sendo possível, pelos motivos que cada um identificar como o sendo, a mim e aos meus resta-nos marcar presença com duas certezas: a de reencontrarmos o Francisco Fernandes e o Mário Fernandes, os dois atletas que restam dos formados no clube; a de encontrarmos uma equipa capaz de ombrear com um candidato ao título, pois só assim cumprirá as expectativas criadas e justificará o caminho escolhido. Não sendo possível contar com mais jovens atletas formados no clube na equipa sénior masculina, que hoje nos valham estas certezas, rumo ao alcançar dos objectivos traçados.

O caminho que hoje seguimos na equipa sénior masculina, por força ou não das circunstâncias, novamente mediante aquela que for a interpretação ou justificação de cada um, poderá levar-nos ao alcançar de sucessos maiores que os das últimas temporadas, quem sabe até mesmo superiores aos que serão alcançados esta temporada pela equipa sénior feminina. Contudo, duvido que seja alcançado o nível de identificação que hoje temos com a equipa sénior feminina. Se a tendência se mantiver, arriscamo-nos a, mais ano, menos ano, verificar a ausência de atletas formados no clube na equipa sénior masculina. O regresso do Mário Fernandes a temporada passada serve, de resto, como atenuante a esse facto. O profissionalismo tem destas coisas e, na minha opinião, é preciso repensar as exigências que são feitas e as condições que são oferecidas a quem sonha pertencer à equipa sénior masculina. Acredito que é possível encontrarem-se soluções intermédias que agradem a todos e que possibilitem compatibilizar os objectivos da equipa sénior masculina e dos seus responsáveis com aquele que será para sempre o motivo maior da existência deste clube: a formação de jovens jogadores. 

Finalmente, aproveito para desejar boa sorte à equipa sénior masculina, na esperança de que nada lhes falte na luta pelo objectivo traçado.




Todos somos capazes de identificar os resultados de ambos os caminhos que têm sido seguidos nas nossas equipas seniores ao longo dos últimos anos. Cada um concordará com as opções com as quais se identifica, com aquelas que melhor conhece e compreende. No final, estaremos cá todos, como habitualmente, para fazer o balanço. Teremos todos a oportunidade de confirmar se as opções tomadas em ambas as nossas equipas seniores nos permitiram alcançar o pretendido e tiveram os resultados desejados, desportivos e extra-desportivos. Afinal, prognósticos só no fim do jogo

Hoje, como sempre, lá estaremos: prontos para torcer pelos nossos, sejam eles quantos forem.

A todos, um abraço Amigo,

João Pedro Vieira (o mais novo ;-) )

Quinta-feira, Setembro 02, 2010

REABERTURA DO PAVILHÃO DO CAB

Devido a um inesperado prolongamento do prazo necessário para a conclusão dos trabalhos no piso dos campos central e laterais, a reabertura do Pavilhão do CAB para a prática desportiva normal ficará adiada para o próximo dia 13 de Setembro.
Sabendo que a ansiedade pela estreia da renovada casa se vai instalando em todos os Amigos do Basquete, o CAB sabe também que no dia da reabertura todos os nossos atletas, treinadores, sócios e simpatizantes vão comparecer no nosso pavilhão para, juntos, por entre umas séries de lançamentos e uns dribles no piso restaurado, matarem-se as saudades do convívio animado, partilharem-se as experiências das férias e avançarmos para uma nova época.
Já a funcionar em pleno encontram-se os Serviços Administrativos, no horário habitual: de segunda a sexta, das 09:00h às 12:30h e das 14:00h às 18:00h.

Quarta-feira, Setembro 01, 2010

COMUNICADO DA DIRECÇÃO

COMUNICADO DA DIRECÇÃO
Prof. Gilda Correia
A Direcção do Clube Amigos do Basquete lamenta a saída, por motivos familiares e profissionais, da Profª. Gilda Correia para o continente.
A "nossa" Gilda tocou o coração de todos nós, deixou uma marca pessoal no Clube e a sua ausência será muito sentida por todos os Amigos.
No entanto, e como a própria Gilda quereria, o projecto que esta Direcção se propôs a implementar continua e os objectivos delineados serão cumpridos na íntegra.
Sob o lema "Redescobrir Valores, Conquistar o Futuro", seguimos em frente motivados e com total confiança na nossa capacidade de trabalho.
Saudações desportivas,
Francisco Gomes
Presidente da Direcção
CAB 100%

Segunda-feira, Agosto 16, 2010

Raça Vermelha: 2010 - ...

O repto foi lançado... e aceite!

Está de pé o novo projecto da claque!

É possível acompanhar tudo em:
- Blog: http://raca-vermelha.blogspot.com
- Facebook: http://www.facebook.com/pages/Raca-Vermelha/143975345625297

Um abraço Amigo,

João Pedro Vieira

Terça-feira, Julho 27, 2010

Raça Vermelha: 2003 - 2010

2004: Segunda faixa da claque, a primeira após a sua «constituição oficial», no Verão do mesmo ano. Em 2003 inicia-se o «movimento de apoio» de forma menos organizada e com meios mais «rudimentares».


2005: Faixa produzida durante a 1ª ronda do playoff da época 2004-2005, após as duas vitórias verificadas em casa do Queluz. O CAB acabaria por perder os 2 jogos em casa e «a negra», em casa do adversário.
2006: Faixa alusiva a incidente ocorrido no playoff da época 2005-2006, após o jogo 4 da 1ª ronda frente à Ovarense. Depois de estar a perder por 2-0, o CAB empataria a eliminatória em casa, perdendo novamente na «negra», em casa do adversário.

 2009: Faixa produzida aquando da recepção ao Benfica, na fase regular da época 2008-2009. Até então o CAB não tinha perdido nenhum jogo em casa; já o Benfica, continuava sem perder no campeonato. Levou a melhor o Benfica...


2009: As primeiras duas são alusivas à classificação alcançada na fase regular da época 2008-2009, igualando a melhor até então registada. Foram expostas na 1ª ronda do playoff, diante do Ginásio (3-0) [?]. As duas últimas foram expostas na 2ª ronda do Playoff, frente à Ovarense, numa referência à eliminação do playoff da época 2005-2006, frente ao mesmo adversário. Nesse ano, na «negra» o CAB perderia por apenas 1 ponto, após cesto concretizado no último segundo por Ben Reed. Pedro Nuno falhara antes um lance-livre e, diz quem viu, «talvez» o cesto de Ben Reed tenha sido executado «no segundo extra»... Em 2009 acabaríamos por ser eliminados no jogo 3, novamente em casa da Ovarense (3-0), desta feita na 2ª ronda do playoff. Apesar disso, a História acabaria por ser superada, ao ser alcançado o 3.º lugar no final do campeonato, a melhor classificação alcançada até hoje.
Quando começámos, não havia nada... A primeira faixa foi feita com a ajuda de um velhinho retro-projector e o primeiro tambor não passava de uma lata de tinta, feita de plástico, com papel autocolante vermelho e branco a servir de disfarce. Desses tempos resta a memória de quem os viveu e tornou possíveis. Daí em diante, muito do que foi feito está aqui registado em imagem.

Estas faixas, o seu significado e o seu conteúdo histórico, foram o resultado da dedicação de alguns a uma causa. Após este Verão, os poucos que restavam, à excepção de alguns membros menos activos nos últimos anos, partirão para outros rumos. Levarão consigo a ambição de, à semelhança do que fizeram noutras ocasiões, devidamente registadas neste blog, continuarem a onda de apoio pela qual foram responsáveis nos últimos 7/8 anos. Logicamente que o farão limitados às restrições da «casa adversária» e sem os excessos de outros tempos... Mas a ambição e amor, esses, permanecerão inabaláveis.

Como os «marcos históricos» permanecerão por cá, sendo essencial que alguém os continue na forma de claque organizada, mantendo viva a ideia generalizada de que jogar em nossa casa é difícil para qualquer um, o repto fica lançado: continuem a História...

Presentes desde 2003...
Um abraço Amigo,
João Pedro Vieira (o mais novo, claro! Hehehe)

Nota: Todos os factos relatados dizem respeito à equipa sénior masculina.

Domingo, Julho 18, 2010

Misturas...

Para aqueles que se questionaram das razões pelas quais a tomada de posse dos novos Corpos Sociais do CAB não tenha tido, em alguns órgãos da Comunicação Social, o relevo que as imagens abaixo colocadas deixam transparecer, penso que, hoje, encontrei a explicação.

Ao contrário do que acontece no nosso Clube, há jornalistas, mais ou menos credenciados, mais ou menos camuflados – não se expõem – que misturam a política com o desporto.

Esta “descoberta” enche-me de satisfação, pela simples razão de que, em todo o tempo de existência deste Clube, nunca me foram questionadas as minhas opções políticas. Por outro lado, nunca me interessei pelas opções políticas de quem quer que fosse. Isso é motivo mais que suficiente para estar ainda mais consciente de que o CAB é uma grande Família. Numa Família como a nossa, convivem à mesma mesa todos os seus membros, independentemente dos credos de cada qual.

Por vezes a ansiedade de “independência” de uns promove a exclusão de outros e permite que estejam, cada vez mais, “independentemente”…sós. E assim vai aquele planeta

Sexta-feira, Julho 16, 2010

CAB 2010-2011 - tomada de posse













Algumas fotos obtidas durante a cerimónia de posse dos Corpos Sociais do Clube Amigos do Basquete para o quadriénio 2010-2014.
Presentes na cerimónia e ocupando a Mesa da Assembleia, usaram da palavra Sidónio Fernandes, Presidente da Assembleia-geral do CAB; Francisco Gomes, Presidente da Direcção; Mário Saldanha, Presidente da FPB; Catanho José, Presidente do IDRAM; Pedro Calado, Vereador da C.M. do Funchal e Sandra Rebolo, Presidente da ABM.

Sábado, Julho 10, 2010

Convite, para todos os AMIGOS!

Está toda a gente convidada para estar presente no Pavilhão do CAB, na próxima 4ª feira, vamos embora esperemos que esteja cheio com muitos Amigos, amigos de Amigos, Jogadores/as, Treinadores/as, Ex-Jogadores/as, Ex-Treinadores/as, TODA A FAMÍLIA DOS AMIGOS!

Segunda-feira, Junho 21, 2010

E vai mais uma...Taça

Numa época que já vai longa, conseguimos mais uma vez cumprir os nossos objectivos e vencer mais uma competição organizada pela A.B.Madeira. A I Taça Rui Adrião, criada numa excelente homenagem a um grande homem do nosso basquetebol, foi conquistada sem grande dificuldade mas com muito trabalho e esforço.
No sábado a equipa concentrou-se no local e hora marcada, mas o adversário não compareceu e permitiu que tivessemos acesso directo para a final da competição, disputada então no Domingo perante o C.F.União, acabando por vencer o encontro por 32-118.


Este foi um jogo onde a equipa pressionou bem de início ao fim, comentendo algumas pequenas falhas, certamente fruto também de já revelarem algum ambiente de final da época, cansaço e desejo de férias.


Depois desta competição, fica a faltar apenas o 3x3, que irá ocorrer no próximo fim-de-semana (Sábado e Domingo) no Complexo Desportivo de Água de Pena, assim esta época salda-se por muito positiva, ficando apenas para trás alguns momentos menos produtivos (nos treinos) mas onde todas poderão estar descansadas pelo bom trabalho realizado.


Nota:
Vitória no Torneio de Abertura, Campeonato da Madeira e Taça Rui Adrião, com um registo de 8 jogos e outras tantas vitórias. Uma boa presença na Fase Intermédia do Campeonato Nacional, tendo registado 2 derrotas nos jogos realizados, mas nunca virando a cara a luta.

All Star 2010 - Outros momentos